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COMPARAÇÕES: Por que comparar crianças pode ser tão prejudicial?

September 20, 2017

 

          Me pergunto o por que da nossa necessidade de comparar as crianças levando em consideração suas idades.
         Trabalhei por alguns anos com seleção de pessoas, e nunca me ocorreu perguntar quando foi que o candidato aprendeu a andar, ou quando aprendeu a falar, se aprendeu a ler rápido ou seus colegas passaram na frente.
          Tenho amigos de longa data, e não tenho a menor ideia se eles comiam mais ou menos papinha do que eu quando bebês, ou quem saiu das fraldas mais cedo.
       Isso porque essas coisas que causam tanta ansiedade e preocupação nos pais, com o passar do tempo simplesmente não faz a menor diferença!
        Claro, há uma média de idade baseada em pesquisas científicas para cada fase do desenvolvimento, e os pais precisam estar atentos a isso, fazer acompanhamento com pediatra de confiança, ler, pesquisar, tirar dúvidas. Comparar crianças com a média para sua idade é absolutamente saudável e necessário. Mas o que fazemos com frequência é comparar crianças entre si. 
          "Ah, se o da fulana que é mais novo já fala, então o meu está atrasado", pensam os pais ansiosos. Isso gera frustração, e as vezes até desapontamento com os filhos. Conforme vão crescendo, isso pode se transformar em cobrança, velada ou explícita.
          "Por que você não faz como a fulaninha, que já sabe ler?"
         Parando pra refletir... Qual pai ou mãe nunca comparou? Quem nunca perguntou pra outros pais, logo de cara, qual a idade de seu filho, só pra ver quem é mais esperto? 
         E continuando a reflexão... Quem nunca foi alvo de comparações? Assim como não gostamos de ser comparados, mas sim de nos sentir únicos, nos cabe respeitar as crianças como elas são. Seu ritmo, sua individualidade, seu potencial e limitações.
          A vida não é uma corrida pra ver quem aprendeu primeiro. O aprendizado é contínuo, inesgotável, dura a vida toda. 
          Crianças precisam de amor e aceitação, não de comparações que só servirão pra abrir caminho a um sentimento de inadequação ou de competitividade nada saudável. Olhar pra uma criança como ela é, significa abandonar nossa expectativa sobre ela e aceitá-la do seu jeitinho único de ser e de se desenvolver!

           

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