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TIMIDEZ NÃO É DOENÇA

November 21, 2017


 

 

        Vivemos num mundo que parece ser feito para extrovertidos. É fato que parece muito mais fácil, frente a esse fenômeno chamado "redes sociais", ser descolado, sociável e extrovertido.

 

      Entretanto, timidez, introspecção, não são características negativas ou positivas. São apenas características da personalidade, não precisam ser mudadas, a menos que a própria pessoa se incomode a ponto de querer mudar. Mas que esse desejo seja motivado pela vontade de maior interação com as pessoas, não por fatores externos, como pressão social ou sentimento de inadequação ou inferioridade.

 

    A pessoa extrovertida tem seu olhar, seus interesses voltados para o mundo externo. Tem presente em si o desejo e a necessidade de relacionar-se com o outro. Aprecia as relações interpessoais e costuma ter facilidade de comunicação. 

 

      Já o introvertido, tem seu olhar voltado pro mundo interno. Canaliza sua energia, interesse e disposição em si. Pode ter dificuldade em se expressar e em compreender o outro. Aprecia mais o silêncio que o barulho, e não é dado a grandes agitações, preferindo as vezes sua própria companhia do que uma festa badalada.

 

      Mas há uma espécie de cobrança velada para que todos se relacionem bem. Pessoas com características introspectivas as vezes se sentem inadequadas no convívio social. Que dita que você poste fotos de tudo que faz de interessante na sua vida, a fim de "provar" que ela vale a pena. Porém quem é tímido prefere a segurança do anonimato e gosta de manter suas questões em particular. Que problema há nisso? As vezes a pressão social é tão grande, que a pessoa acaba se sentindo desajustada mesmo. 

 

      Cansei de receber no consultório pessoas com a queixa de que eram tímidas, introspectivas, mas quando investigado mais a fundo, via que em grande parte dos casos, elas não queriam realmente mudar, mas serem aceitas como são. A menos que tais características atrapalhem a vida da pessoa, tragam prejuízo ou as impeça de fazer algo de que desejam e ou necessitam, não há com o que se preocupar.

 

      Que possamos enxergar o outro pra além do nosso umbigo, e ver as particulares de cada um como características, e não defeitos.

       

       E viva a diferença!

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